Precisamos falar sobre aleitamento
materno!
A primeira semana de Agosto é conhecida como a semana do aleitamento materno no mundo todo. Durante esse período, é feita uma campanha de conscientização ainda maior do que acontece geralmente, afinal, o ato de amamentar é algo biológico e natural mas foi transformado em tabu e deturpado ao longo dos séculos.


Muitas mulheres acreditam no conhecimento popular sobre a amamentação, e na maioria dos casos, acabam sofrendo com problemas na hora do aleitamento, como as fissuras mamilares, mastite puerperal e empedramento do leite. Trocar o leite materno pelas fórmulas também é um problema frequente, assim como o desmame precoce pode causar enormes problemas para o desenvolvimento do bebê.

Por que é preciso falar sobre amamentação?
Toda mulher sabe que o leite materno possui muita importância no desenvolvimento do bebê. Ajuda a desenvolver o seu sistema imunológico contra infecções, alergias e doenças, ajuda no crescimento, desenvolvimento intelectual e da arcada dentária, também combate a anemia, diminui a ansiedade, o choro e a cólica. Com essa pequena descrição, pode-se notar que a amamentação é de extrema importância
para o bebê, mas os benefícios também se estendem a mãe.


A mulher que amamenta o seu bebê, possui menos risco de desenvolver câncer de mama ou ovários, as chances de desenvolver diabetes tipo 2 reduzem 15%, além disso, a amamentação ajuda o corpo a se regenerar do parto e auxilia na perda de peso. Se o ato de amamentar possui apenas benefícios por que é necessário que exista campanhas de conscientização ainda nos dias de hoje?


Ainda hoje é preciso falar sobre amamentação no Brasil porque de acordo a última pesquisa feita, a média de aleitamento no Brasil é de apenas 51 dias, indo contra a orientação da Organização Mundial da Saúde, o UNICEF e Ministério da Saúde que orientam que a criança precisa ser amamentada até os dois anos de idade.


A falta de informação é a principal causa do desmame precoce, isso por que o aleitamento incorreto por causar inúmeros problemas a mulher, assim como a crença que trocar o leite materno pela fórmula não possui diferenças.

Complicações durante a amamentação Entre os principais problemas que podem surgir durante a amamentação estão a mastite puerperal, fissuras mamilares e empedramento do leite. Os dois primeiros normalmente, são causadas pela técnica incorreta de amamentação, envolvendo a postura do bebê e técnica de sucção erradas. A Mastite puerperal pode ser considerada um estado mais avançado da fissura mamilar, seus sintomas são parecidos, mas a gravidade e tratamento são diferentes.


Além disso, o empedramento do leite é algo muito comum que necessita de instrução para que a mamãe não passe por isso e possa até mesmo fazer a doação do leite materno em excesso. Essas complicações podem causar dor, desconforto na hora da amamentação, sensação de febre sobre os seios, febre, inchaço nos seios, sensação de fadiga e até mesmo sangramento.

O papel do obstetra


Durante a gestação, todo o acompanhamento é feito pelo obstetra, mas seu trabalho não para por aí. Durante o período puerperal, ou seja, pós parto, o obstetra é o responsável por orientar as mamães com as formas corretas de amamentação, tirar as dúvidas da mulher, fazer frequentemente exames de mama e estimular o aleitamento independente do local onde a mulher se encontra.


Além disso, o obstetra também é o responsável pelo tratamento das complicações mamárias que podem surgir, e pode orientar sobre as leis que protegem cada mulher durante a amamentação. Você viu que o trabalho do obstetra vai muito além do pré-natal, e que o aleitamento
materno é de extrema importância, certo?


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