No dia 27 de Setembro comemora-se o Dia Nacional da Doação de órgãos, uma atitude linda, de amor e compaixão com o próximo, mas que muitas vezes ainda é mal interpretada devido ao Tabu sobre o assunto. 

Doar um órgão é um ato nobre, que pode salvar uma vida ou melhorar a sua qualidade. Na grande maioria das vezes, o transplante é a única esperança para quem aguarda na fila uma oportunidade de recomeço. 

O transplante de órgãos é um procedimento cirúrgico cujo objetivo é a reposição de um órgão (rim, pulmão, coração, fígado e pâncreas) ou tecido (ossos, córneas e medula óssea), de uma pessoa doente por outro órgão ou tecido saudável de um doador, vivo ou morto. 

Tipos de doador

Existem dois tipos de doador de órgãos: 

1 – Doador vivo:  Apenas parentes até quarto grau ou cônjuges podem ser doadores, para doação de não parentes, é necessário uma autorização judicial. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte do pulmão ou parte da medula óssea, e para isso, basta concordar com a doação. 

2 – Doador falecido: Apenas pacientes que sofreram de morte encefálica podem doar, com a devida autorização da família. 

O que é morte encefálica?

A morte encefálica é a perda completa e irreversível das funções cerebrais, quando ocorre a cessação das funções corticais e de tronco cerebral.

De acordo a Lei 9.434, a doação de órgãos pós morte só pode ocorrer quando for constatada morte encefálica, no entanto, a doação de tecidos pode ser feita após a parada cardiorrespiratória. 

Como funciona a doação de órgãos?

Primeiro é importante entender, que no Brasil, não há um registro daqueles que desejam ser doadores de órgãos. Dessa forma, se você tem o desejo de aderir à essa causa tão nobre, é necessário conversar e informar sua família, pois a liberação dependerá deles. 

As fases do processo de doação de órgãos são: 

Diagnóstico de morte encefálica

É necessário que o paciente tenha morrido de morte encefálica, proveniente de traumatismo craniano ou acidente vascular cerebral (AVC). 

Desta forma, o coração continua batendo com a ajuda de aparelhos, preservando assim os órgãos que possuem potencial para serem doados. 

Autorização da família 

Após a confirmação de morte encefálica, a família deve ser consultada e orientada sobre o processo de doação de órgãos. 

A decisão final é dos familiares, que por sua vez, costumam seguir o desejo do falecido, por isso a importância de falar com a família sobre o assunto. 

Entrevista familiar 

Nesta etapa, a família que aceita liberar a doação de órgãos passa por um questionário junto a equipe médica, para que seja possível detalhar o histórico clínico do paciente

Dessa forma, é possível investigar os hábitos do doador, possíveis doenças ou infecções. 

Além disso, doenças crônicas como diabetes e o uso de drogas injetáveis podem acabar prejudicando o órgão que seria doado. 

Por fim, a Central de Transplantes realiza testes de compatibilidade, emite uma lista de potenciais receptores para cada órgão e entra em contato com hospitais e equipes de transplantes responsáveis. 

Após isso, são adotadas medidas de transporte, cirurgiões e equipe multidisciplinar para realizar o procedimento.